Sintegração de abertura
A aula do dia 30/05 foi uma espécie de roda de conversa, onde cada pessoa entrava num grupo sobre um tema específico e com uma função específica.
1° rodada
Proposta :" Discutir as possibilidades de interfaces com as quais as próprias pessoas engajem para dar continuidade na produção(como proposto por Haque), tendo em mente a mudança de foco do produto para o processo ( como proposto por Jones)"
Função :Crítica;
De início, os debatedores buscaram trazer situações do cotidiano para exemplificar a linha de raciocínio. Falou-se também da dependência que nós humanos temos dos objetos, que a princípio foram criados para superar obstáculos mas acabaram se tornando um novo obstáculo, e discutiu-se maneiras de como construir um objeto que nos libertasse dessa dependência. A priori, a discussão foi bastante aprofundada, pois além de discutir sobre a necessidade de transferir o foco do produto para o processo, também se falou sobre como construir um objeto aberto a novas possibilidades e usos, onde o usuário mantém interação com o mesmo. No geral, ambos os debatedores mostraram seus pontos de vista que seguiam mais ou menos a mesma linha de raciocínio, onde se devia apartar-se da dependência dos objetos.
2° rodada
Proposta: " Problematizar as possibilidades na cidade tanto do modelo convencional de arquitetura, pautado por produção-consumo, quanto do modelo alternativo, no qual o ocupante tem o papel principal na configuração do espaço que habita (conforme proposto por Haque)"
Função: Debatedora;
Muito se falou sobre os problemas relacionados a criação de edificações baseadas apenas na produção em escala, onde as necessidades e a realidade do usuário são completamente ignoradas, e acaba se criando uma arquitetura que não condiz com a real necessidade do usuário/morador. A discussão ganhou exemplos (como a cidade planejada) desses problemas trazidos de outras disciplinas ( urbanismo), onde claramente mostra como essa criação baseada em modelos é danosa para o espaço, para o usuário e contribui para a inexistência de pluralidades e diferentes formas de atender necessidades.Com relação ao modelo alternativo, se falou sobre como a vontade de um indivíduo tende a interferir no coletivo, trazendo problemas na configuração do espaço. Baseado no exemplo dado na aula, onde se pediu para que cada morador colocasse no mapa o local de interesse, e todos escolheram basicamente o mesmo local, que no caso era a igreja, foi discutido como as escolhas individuais interferem no coletivo, muitas das vezes criando "desordem". Também se falou sobre a necessidade de uma pessoa com conhecimento técnico apresentar a melhor forma de resolver a situação onde a comunidade como um todo seja beneficiada,e não mais só um indivíduo.
3° rodada
Nesta discussão foi possível observar primeiramente a dificuldade de se entender o tema proposto para discussão, essa dificuldade provocou vários momentos em silêncio e vários comentários muito breves ou que muitas vezes não tinham relação com o assunto. Buscou-se relacionar o conceito do programático e do acaso, mas não se falou muito sobre como esses conceitos se relacionam á interação dialógica, e não houve exemplos dessas possibilidades no cotidiano.
4° rodada
Proposta: "Discutir o que é entendido como objeto/quase-objeto/ não-objeto"
Função: Debatedora;
Mais uma vez houve grande dificuldade em se entender e aprofundar o tema proposto. Primeiramente, buscou-se definir e exemplificar o que seria um objeto, um quase objeto e um não objeto, embora não houvesse certeza nos argumentos propostos, deu pra ter uma noção do que seria cada um. Foi citado o texto de Ferreira Gullar sobre a Teoria do Não-Objeto, que deu uma base na hora de conceituar e exemplificar cada tema. Ademais, tanto eu quanto os demais debatedores sentimos grande dificuldade pra debater o tema, primeiro por ser um tema amplo, segundo por ser um tanto "abstrato", não tendo tantas situações cotidianas para usar como exemplo.


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