Visita ao Inhotim
No dia 27 de maio tivemos o enorme privilégio de conhecer o Instituto Inhotim, até então eu não tinha criado nenhuma expectativa porque não fazia ideia de como seria lá, mas a medida que íamos conhecendo as galerias eu fui percebendo o quão incrível era aquele lugar, como comentado na aula, parecia um mundinho a parte de Belo Horizonte. Além do lugar ser esteticamente lindo, as galerias eram muito ricas em conteúdo, embora algumas fossem difíceis de absorver a mensagem que ela queria passar.
A galeria escolhida pelo meu grupo foi da Adriana Varejão. De início foi difícil entender qual mensagem ela estava tentando passar através das obras do térreo, como eu não havia lido nada sobre, não tinha achado nenhum sentido nas obras e nenhuma relação delas com o prédio, mas depois de ter lido a explicação deu pra entender que o prédio tinha relação direta com as obras:
- O azul muito forte da água tinha relação com o monumento que fazia alusão às plantas alucinógenas, pois o azul além de ter uma cor "diferenciada", também causava uma ilusão de óptica , pois não dava pra saber se o espaço que guardava a água era fundo ou raso
- O espaço para chegar na galeria era direcionado, não havia outras entradas, somente uma que dava acesso a porta de entrada do prédio, ou seja, a pessoa meio que era induzida para entrar
- O monumento da parte de fora era todo decorado com várias plantas alucinógenas
- A obra do" Celacanto" no andar de cima faz uma analogia a passagem de tempo, por meio das superfícies craqueladas, era como se os azulejos tivessem suportado uma grande pressão e tivesse craquelado. A forma como os azulejos eram dispostos também davam a impressão de uma grande onda, pois alguns eram quase brancos e outros tinham muito o uso do azul. A obra também faz alusão a uma espécie de peixe que causava maremotos, isso também tem relação com a intenção de representar ondas nos azulejos.
- A obra do "colecionador", que era a representação de um banheiro desenhado na parede, que além de dar continuidade ao espaço interno da galeria, também nos fazia ficar imerso naquele lugar, como se realmente se estivesse naquele ambiente, acredito que isso se deve pela sobreposição dos planos no desenho.
- A obra linda do "linda do Rosário" me causou muita curiosidade, pois assim que entrei no prédio foi a primeira obra que vi, fiquei completamente perdida sem entender o contexto, mas depois que li ficou muito claro que ela queria provocar esse mistério e queria contar uma história de um casal de amantes que sabiam do risco que o edifício corria de desabar, mas ainda assim continuaram no local e acabaram morrendo. Essa obra também é curiosa, pois acima dela no andar de cima tem a obra das plantas carnívoras, que de certa forma conversa com a obra de baixo.
- Por fim, teve a obra dos pássaros, que a princípio eu não sabia que era uma obra, mas depois vi que ela representou espécies de pássaros presentes no lugar. Ela também fazia uma espécie de crítica, pois representou um pouco mais "apagado" os pássaros que estavam entrando em extinção. Ao redor do prédio havia apenas plantas frutíferas que eram consumidas por estes pássaros.









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